mas ela tinha o cheiro daquela noite de verão e tinha tudo por isso. sabes, ela tinha tudo por isso. e agora já não importa nem o sol nos seus cabelos de manhã nem o vento nos seus cabelos de tarde nem a confusão dos seus cabelos. eu vi: ela mais pedra que aquela rocha a implorar às outras ondas - e esquecendo enfim os seus cabelos. nesse dia ela pediu até pra iemanjá. mas era Deus quem ouvia.


veja


é que eu tenho a certeza que aquele gesto, a imagem da pedrinha atirada ao

lago, que mergulha e salta e mergulha e salta e mergulha e salta qual seta; eu

tenho a certeza que isso é um nome. e tem luz, uma luz bonita, impressionada,

meia alaranjada meia fim de tarde meia de inverno. ou manhã de verão mas

acho que era de tarde meia de inverno. manga de verão.



naquele dia

o dia dos braços abertos

a gente não vai precisar

nem

do samba